Nascente Clínicas de Recuperação · Equipe editorial
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O que aparece primeiro
Faltas às segundas-feiras e nos dias seguintes a feriados. Atrasos concentrados no início do expediente. Sumiços curtos durante o dia. Queda de qualidade em tarefas que a pessoa dominava.
Acidentes e quase-acidentes, especialmente em função operacional. Conflitos com colegas em pessoa que não tinha histórico disso.
O que a empresa pode fazer
Tratar como questão de saúde, não como disciplina, é o que funciona e é o que a legislação favorece. Encaminhamento ao serviço médico ocupacional, afastamento quando indicado e apoio ao tratamento produzem mais retorno do que advertência.
Programas de assistência ao empregado e convênios com serviços de saúde mental existem justamente para isso e costumam ser subutilizados.
O que a empresa não pode fazer
Testagem sem previsão contratual e sem critério é terreno juridicamente delicado, e exposição do diagnóstico a colegas é violação de sigilo. Demissão motivada por dependência química, tratada como doença, gera risco jurídico relevante para o empregador.
Se você é gestor, envolva o RH e o serviço médico antes de qualquer conversa formal — e registre o que for feito.
O afastamento
Quando há incapacidade para o trabalho, o caminho é o atestado médico e, se ultrapassar o prazo legal de responsabilidade do empregador, o requerimento de benefício por incapacidade temporária junto ao INSS. A dependência química tem código próprio na classificação internacional de doenças e é reconhecida para esse fim.
As regras de carência, prazo e perícia mudam com frequência: confirme com o RH, com o médico assistente ou com um advogado antes de contar com o benefício.
Como conversar
Em particular, com foco em fatos observáveis do trabalho — faltas, prazos, incidentes — e não em suposições sobre a vida pessoal. Ofereça o caminho de saúde da empresa e deixe claro que buscar ajuda não é confissão de culpa disciplinar.
Uma conversa bem conduzida no trabalho é, para muita gente, o primeiro empurrão em direção ao tratamento.
Perguntas frequentes
Colega pode avisar o RH?
Pode, e em funções de risco isso é uma responsabilidade de segurança. O ideal é comunicar preocupação com fatos, sem diagnóstico.
A empresa pode exigir tratamento?
Pode oferecer, apoiar e condicionar o retorno à aptidão atestada pelo médico do trabalho. Obrigar tratamento é outra coisa, e não cabe ao empregador.